quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Data e Costumes do Natal

Os peritos mencionam duas explicações para a data de 25 de dezembro. Uma se deve ao cálculo atribuído a certo Hipólito, do terceiro século E. C. Segundo este cálculo, Jesus morreu em 25 de março e foi concebido trinta e três anos antes na mesma data. Indica-se que nove meses a partir dali levariam a 25 de dezembro como a data do nascimento de Jesus.

A segunda opinião é que 25 de dezembro foi escolhido por ser o dia para a celebração pagã do “nascimento do Sol Invencível”, conhecida como Brumália no Império Romano. Esta seguia-se à festa de uma semana das Saturnais (17-24 de dezembro) na ocasião do solistício do inverno setentrional. Nesta época do ano, o período de luz começa a alongar-se. Os romanos pagãos criam que o deus-sol, Mitras, conquistava a escuridão e a melancolia do inverno. Segundo The New Catholic Encyclopedia, este segundo ponto de vista “permanece sendo a explicação mais plausível para a data do Natal”.

O livro The Story of Christmas fala sobre a data de 25 de dezembro:

“Era; em especial, o maior dia de festa da religião mitraísta que parecia, por algum tempo, rivalizar-se com a fé cristã como a religião estatal do Império Romano. . . . A reverência atribuída pelos mitraístas ao 25 de dezembro certamente exerceu sua influência na decisão das autoridades da Igreja em fixar o aniversário oficial de nosso Salvador em 25 de dezembro.

“Escolher o 25 de dezembro, então, como data oficial da Natividade foi adaptar, ao serviço do cristianismo, uma festa de origens imemorialmente antigas e de observância mundial.”

O Professor A. H. Newman explica que os líderes religiosos católicos acharam apropriado fazer com que “o aniversário do Filho de Deus coincidisse como do sol físico”. Assim, a data do Natal resultou duma transigência com a adoração pagã do sol.

O que dizer dos “costumes alegres” do Natal, como o da árvore brilhantemente iluminada e alegremente decorada, o azevinho, o visco, a acha de Natal e a prática de trocar presentes? São costumes cristãos?

O Professor Edward Lehmann escreve em Encyclopedia of Religion and Ethics de Hastings: “A maior parte dos costumes natalinos que agora prevalecem na Europa, ou foram registrados de tempos antigos, não são genuinamente cristãos, mas são costumes pagãos absorvidos ou tolerados pela Igreja. . . . A festa de Natal herdou estes costumes principalmente de duas fontes — do paganismo romano e do teutônico.” Alguns costumes procedem até da antiga Babilônia.

Aniversário de Jesus Cristo?

Em seu livro The Stop of Christmas (História do Natal), escreve Michael Harrison:

“Primeiro de tudo, seja notado que, apesar dos esforços de inúmeros peritos, não se conseguiu ainda provar em que dia . . . Cristo nasceu.”

A Bíblia silencia quanto à data do nascimento de Jesus. Escritos dos primitivos “pais da igreja” estão divididos quanto ao assunto. Clemente de Alexandria (do segundo e terceiro séculos E. C.) refere-se a alguns que criam que Jesus nasceu em 19 ou 20 de abril. Outros preferiam o dia 20 de maio. Ainda outros apontavam para 1.° de janeiro, 6 de janeiro, 21 de março, 28 de março e muitas outras datas. The Catholic Encyclopedia comenta que “não há um mês do ano a que autoridades respeitáveis não tenham atribuído o nascimento de Cristo”.

Não é isto significativo para o leitor? Não é claro que, se Deus quisesse que as pessoas celebrassem o aniversário de Jesus Cristo, teria registrado a data na Bíblia? Lembrar-se-á de que a Bíblia contém a data da Páscoa e da comemoração da morte de Cristo. (Êxo. 12:6, 14; 1 Cor. 11:23-25; Luc. 22:7-20) Aparentemente, não era da vontade de Deus que alguém celebrasse o nascimento de seu Filho, Jesus. Não é surpresa. portanto, ler em The New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge: “Não ‘há evidência histórica de que o aniversário de nosso Senhor fosse celebrado durante os tempos apostólicos ou pós-apostólicos iniciais.”

Mas, as igrejas da cristandade estão determinadas a celebrar o nascimento de Jesus. No ano de 354 E. C., a maioria das igrejas fixou a data para isso em 25 de dezembro. Onde arranjaram essa data?

O Que Está Errado no Natal?

Já observou, porém, que amiúde a felicidade inexiste na época de Natal? Recentemente, um sacerdote católico-romano chamou o Natal de “a época anual da depressão e da neurose”. Um empregado dum grande centro de compras observou: “Você sai na sua hora de folga, e vê pessoas correndo de um lado para o outro, comprando um presente para fulano de tal, e ficam muito rabugentas. As pessoas não dão presentes com alegria.”

O escritor Mike McGrady apontou outros problemas surgidos no Natal: “Esta é a época em que os alcoólicos reformados procuram bares acolhedores e jogam fora seus futuros, a época em que maridos normalmente fiéis começam a notar como a gabardina adere às coxas duma secretária.”

O FBI relata mais assassinatos em dezembro do que em qualquer outro mês. A polícia nas grandes cidades observa mais acidentes de tráfego nesta época.

A psicóloga infantil, Dra. Nancy Hayes, afirma que a época de Natal “é um período da maior taxa de depressão! e suicídio entre as crianças”. Observa que muitos jovens ficam deprimidos quando o Natal não fornece as esperadas “soluções mágicas para os problemas”. Assim, ao passo que o Natal pode ser agradável época para alguns, é muito diferente para outros. Por que isto se dá? O que acontece de errado para tantos no Natal?

O sacerdote católico Peter J. Riga indicou uma causa dos problemas: “Como certo psicólogo disse, os estadunidenses sentem-se obrigados a reafirmar os ideais de bondade, generosidade e amor, no Natal, a fim de expiar sua negligência destes mesmos ideais em suas vidas cotidianas. Ver e sentir que as pessoas voltam à sua ganância e despreocupação comuns pode ser devastador para pessoas solitárias e sensíveis em nossa sociedade.”

Dar presentes no Natal, também, amiúde é incorretamente motivado. Muitos se sentem compelidos a dar nesta época do ano. Talvez até contraiam dívidas para isso. Daí, também, alguns dão presentes natalinos por razões egoístas. Comentou um professor de sociologia:

“Reconhecemos a nossa posição e a quem desejamos estar ligados. O dador não só sente a ansiedade de tentar adivinhar o que o recebedor gostaria de receber, mas também a ansiedade adicional de projetar uma imagem adequada de si mesmo.”

Isto, por certo, privaria a pessoa da alegria da dádiva altruísta.

Por causa disto, alguns pararam por completo de celebrar o Natal. Outros insistem que o Natal é basicamente bom, mas acha-se pervertido pelo materialismo e a falta de auto-restrição. Instam com as pessoas a “restaurar o significado religioso do Natal” como celebração do nascimento de Jesus Cristo. Mas, relaciona-se o Natal com o nascimento de Jesus?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ressurreição, não reencarnação

Embora a Bíblia não apóie a doutrina da reencarnação, ninguém precisa ficar desapontado. A mensagem da Bíblia oferece algo muito mais consolador do que a idéia de nascer de novo num mundo cheio de doenças, tristezas, dor e morte. E o que a Bíblia oferece não é apenas consolador, mas é a verdade, a própria Palavra de Deus.

Paulo expressou desta forma essa doutrina animadora: “Eu tenho esperança para com Deus . . . de que há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos.” A palavra “ressurreição”, ou alguma forma dela, ocorre mais de 50 vezes nas Escrituras Gregas Cristãs, e Paulo refere-se a ela como uma das doutrinas primárias da fé cristã. — Atos 24:15; Hebreus 6:1, 2.

A ressurreição significa, obviamente, que a morte existe. Em parte alguma na Bíblia você encontrará algum indício de que o homem tenha uma alma imortal. Se o homem tivesse uma alma imortal que se separasse do corpo por ocasião da morte e fosse para um destino eterno no céu ou no inferno, ou reencarnasse, não haveria necessidade de uma ressurreição. Por outro lado, uma centena de textos bíblicos mostra que a alma humana não é imortal, mas sim mortal e destrutível. Coerentemente, a Bíblia fala da morte como sendo o oposto da vida, isto é, a inexistência em contraste com a existência.

A morte, ou a inexistência, foi a punição pelo pecado de Adão e Eva contra Deus. Foi uma punição, não uma porta de entrada para uma vida imortal em algum outro lugar. Deus disse claramente que eles voltariam para o lugar de onde vieram — o pó da terra: “Dele foste tomado. Porque tu és pó e ao pó voltarás.” (Gênesis 3:19) Eles não tinham alma imortal antes de terem sido criados por Deus e colocados na Terra, no jardim do Éden, e tampouco ganharam uma depois que morreram.

A ressurreição é comparável a acordar do sono, ou descanso. Por exemplo, Jesus disse a respeito de Lázaro, a quem ele iria ressuscitar: “Lázaro . . . foi descansar, mas eu viajo para lá para o despertar do sono.” (João 11:11) Concernente ao profeta Daniel, lemos: “[Tu] descansarás, porém, no fim dos dias erguer-te-ás para receber a tua sorte.” — Daniel 12:13.