Embora a Bíblia não apóie a doutrina da reencarnação, ninguém precisa ficar desapontado. A mensagem da Bíblia oferece algo muito mais consolador do que a idéia de nascer de novo num mundo cheio de doenças, tristezas, dor e morte. E o que a Bíblia oferece não é apenas consolador, mas é a verdade, a própria Palavra de Deus.
Paulo expressou desta forma essa doutrina animadora: “Eu tenho esperança para com Deus . . . de que há de haver uma ressurreição tanto de justos como de injustos.” A palavra “ressurreição”, ou alguma forma dela, ocorre mais de 50 vezes nas Escrituras Gregas Cristãs, e Paulo refere-se a ela como uma das doutrinas primárias da fé cristã. — Atos 24:15; Hebreus 6:1, 2.
A ressurreição significa, obviamente, que a morte existe. Em parte alguma na Bíblia você encontrará algum indício de que o homem tenha uma alma imortal. Se o homem tivesse uma alma imortal que se separasse do corpo por ocasião da morte e fosse para um destino eterno no céu ou no inferno, ou reencarnasse, não haveria necessidade de uma ressurreição. Por outro lado, uma centena de textos bíblicos mostra que a alma humana não é imortal, mas sim mortal e destrutível. Coerentemente, a Bíblia fala da morte como sendo o oposto da vida, isto é, a inexistência em contraste com a existência.
A morte, ou a inexistência, foi a punição pelo pecado de Adão e Eva contra Deus. Foi uma punição, não uma porta de entrada para uma vida imortal em algum outro lugar. Deus disse claramente que eles voltariam para o lugar de onde vieram — o pó da terra: “Dele foste tomado. Porque tu és pó e ao pó voltarás.” (Gênesis 3:19) Eles não tinham alma imortal antes de terem sido criados por Deus e colocados na Terra, no jardim do Éden, e tampouco ganharam uma depois que morreram.
A ressurreição é comparável a acordar do sono, ou descanso. Por exemplo, Jesus disse a respeito de Lázaro, a quem ele iria ressuscitar: “Lázaro . . . foi descansar, mas eu viajo para lá para o despertar do sono.” (João 11:11) Concernente ao profeta Daniel, lemos: “[Tu] descansarás, porém, no fim dos dias erguer-te-ás para receber a tua sorte.” — Daniel 12:13.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Textos mal entendidos
Os que crêem na reencarnação dizem que a Bíblia toca no assunto em Mateus 17:11-13, onde Jesus relaciona João, o Batizador, com o antigo profeta Elias. Este texto reza: “‘Elias, de fato, vem e restabelecerá todas as coisas. No entanto, eu vos digo que Elias já veio . . .’ Os discípulos perceberam então que lhes falara de João Batista.”
Queria Jesus dizer com isso que João, o Batizador, era uma reencarnação do profeta Elias? O próprio João sabia que não era. Certa ocasião, quando se lhe perguntou: “És tu Elias?”, João respondeu claramente: “Não sou.” (João 1:21) Contudo, havia sido predito que João precederia o Messias “com o espírito e o poder de Elias”. (Lucas 1:17; Malaquias 4:5, 6) Em outras palavras, João, o Batizador, era “Elias” no sentido de que realizava uma obra comparável à de Elias.
Em João 9:1, 2, lemos: “Ora, quando [Jesus] ia passando, viu um homem cego de nascença. E seus discípulos perguntaram-lhe: ‘Rabi, quem pecou, este homem ou os seus pais, de modo que nasceu cego?’” Alguns que crêem na reencarnação opinam que, uma vez que este homem nasceu cego, seu pecado deve ter ocorrido numa vida passada.
Mas, o que quer que tenha levado os discípulos a fazer esta pergunta, a resposta de Jesus tem de ser o fator decisivo. Ele declarou: “Nem este homem pecou, nem os seus pais.” (João 9:3) Isto contradiz a reencarnação, que implica que as deficiências físicas resultam de pecados de uma vida passada. O ponto de que ninguém pode pecar antes de nascer pode ser deduzido também daquilo que Paulo escreveu sobre Esaú e Jacó: “Ainda não tinham nascido, nem tinham ainda praticado nada de bom ou de ruim.” — Romanos 9:11.
Queria Jesus dizer com isso que João, o Batizador, era uma reencarnação do profeta Elias? O próprio João sabia que não era. Certa ocasião, quando se lhe perguntou: “És tu Elias?”, João respondeu claramente: “Não sou.” (João 1:21) Contudo, havia sido predito que João precederia o Messias “com o espírito e o poder de Elias”. (Lucas 1:17; Malaquias 4:5, 6) Em outras palavras, João, o Batizador, era “Elias” no sentido de que realizava uma obra comparável à de Elias.
Em João 9:1, 2, lemos: “Ora, quando [Jesus] ia passando, viu um homem cego de nascença. E seus discípulos perguntaram-lhe: ‘Rabi, quem pecou, este homem ou os seus pais, de modo que nasceu cego?’” Alguns que crêem na reencarnação opinam que, uma vez que este homem nasceu cego, seu pecado deve ter ocorrido numa vida passada.
Mas, o que quer que tenha levado os discípulos a fazer esta pergunta, a resposta de Jesus tem de ser o fator decisivo. Ele declarou: “Nem este homem pecou, nem os seus pais.” (João 9:3) Isto contradiz a reencarnação, que implica que as deficiências físicas resultam de pecados de uma vida passada. O ponto de que ninguém pode pecar antes de nascer pode ser deduzido também daquilo que Paulo escreveu sobre Esaú e Jacó: “Ainda não tinham nascido, nem tinham ainda praticado nada de bom ou de ruim.” — Romanos 9:11.
Ensina a Palavra de Deus a reencarnação?
QUEM examinar a Bíblia esperando encontrar apoio para a doutrina da reencarnação estará fadado ao desapontamento. Em lugar algum verá escrito que humanos tiveram vidas passadas. Também, não encontrará na Bíblia expressões tais como “reencarnação”, “transmigração da alma” ou “alma imortal”.
Contudo, alguns que crêem na reencarnação tentam explicar essa falta de apoio bíblico alegando que a idéia da reencarnação era tão comum nos tempos antigos que qualquer explicação teria sido supérflua. De fato, a doutrina da reencarnação é muito antiga, mas, não importa quão antiga seja, ou se era ou não muito comum, ainda fica a pergunta: Será que a Bíblia a ensina?
Em 2 Timóteo 3:16, 17, o apóstolo Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra.” Sim, a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, seu meio de comunicação com a família humana. E, como Paulo escreveu, habilita o inquiridor sincero a ficar “plenamente competente, completamente equipado” para responder a todas as perguntas importantes a respeito da vida, incluindo as sobre o passado, o presente e o futuro.
Paulo disse também: “Quando recebestes a palavra de Deus, que ouvistes de nós, vós a aceitastes, não como a palavra de homens, mas, pelo que verazmente é, como a palavra de Deus.” (1 Tessalonicenses 2:13) Visto que a Bíblia contém os pensamentos de Deus, não os do homem imperfeito, não nos deve surpreender que a Bíblia muitas vezes difira dos pensamentos do homem, mesmo que estes tenham sido populares no decorrer dos anos. Mas, talvez diga: ‘Será que a Bíblia, em alguns lugares, pelo menos não insinua a reencarnação?’
Contudo, alguns que crêem na reencarnação tentam explicar essa falta de apoio bíblico alegando que a idéia da reencarnação era tão comum nos tempos antigos que qualquer explicação teria sido supérflua. De fato, a doutrina da reencarnação é muito antiga, mas, não importa quão antiga seja, ou se era ou não muito comum, ainda fica a pergunta: Será que a Bíblia a ensina?
Em 2 Timóteo 3:16, 17, o apóstolo Paulo escreveu: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra.” Sim, a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, seu meio de comunicação com a família humana. E, como Paulo escreveu, habilita o inquiridor sincero a ficar “plenamente competente, completamente equipado” para responder a todas as perguntas importantes a respeito da vida, incluindo as sobre o passado, o presente e o futuro.
Paulo disse também: “Quando recebestes a palavra de Deus, que ouvistes de nós, vós a aceitastes, não como a palavra de homens, mas, pelo que verazmente é, como a palavra de Deus.” (1 Tessalonicenses 2:13) Visto que a Bíblia contém os pensamentos de Deus, não os do homem imperfeito, não nos deve surpreender que a Bíblia muitas vezes difira dos pensamentos do homem, mesmo que estes tenham sido populares no decorrer dos anos. Mas, talvez diga: ‘Será que a Bíblia, em alguns lugares, pelo menos não insinua a reencarnação?’
sábado, 18 de setembro de 2010
Enigmas históricos
Alguns acham difícil conciliar a idéia de que cerca de 20 judeus teriam partido de Jerusalém para a América do Norte, em 600 AEC, com a de que, em menos de 30 anos, eles se tivessem multiplicado e se dividido em duas nações! (2 Nefi 5:28) Dentro de 19 anos após a sua chegada, esse grupo pequeno supostamente construiu um templo “segundo o modelo do templo de Salomão . . ., e sua obra, portanto, era consideravelmente formosa” — deveras, uma tarefa colossal! A construção do templo de Salomão, em Jerusalém, levou sete anos e ocupou cerca de 200.000 trabalhadores, artífices e capatazes. — 2 Nefi 5:16; compare com 1 Reis 5, 6.
Os que lêem com cuidado O Livro de Mórmon ficam perplexos com certos eventos que parecem fora da ordem cronológica correta. Por exemplo, Atos 11:26 diz: “Os discípulos foram chamados cristãos pela primeira vez em Antioquia.” (KJ) Mas Alma 46:15, segundo dá a entender ao descrever eventos em 73 AEC, fala de cristãos na América antes de Cristo vir à Terra.
O Livro de Mórmon apresenta-se mais como narrativa histórica do que como tratado de doutrinas. As frases “e aconteceu que” e “e sucedeu que” ocorrem cerca de 1.200 vezes na edição atual — cerca de 2.000 vezes na edição de 1830. Muitos dos lugares mencionados na Bíblia ainda existem, mas a localização de a bem dizer todos os locais citados em O Livro de Mórmon, como, por exemplo, Gimgimno e Zeezrom, é desconhecida.
A história dos mórmons fala de vastos povoamentos no continente norte-americano. Helamã 3:8 reza: “E sucedeu que se multiplicaram e se espalharam . . . de forma tal que começou a ser povoada toda a face da terra.” De acordo com Mórmon 1:7, a terra “se achava coberta com edifícios”. Muitos se perguntam onde estão os vestígios dessas civilizações florescentes. Onde estão os artefatos dos nefitas, suas moedas de ouro, espadas, escudos ou armaduras? — Alma 11:4; 43:18-20.
Ao considerar essas perguntas, os adeptos do mormonismo fazem bem em refletir seriamente nas palavras do mórmon Rex E. Lee: “A autenticidade do mormonismo fica de pé ou cai junto com o livro do qual a Igreja deriva seu nome.” Uma fé fundamentada em conhecimento bíblico sólido, em vez de numa mera oração carregada de emoção, representa um desafio para os mórmons sinceros — bem como para todos os que professam ser cristãos.
Os que lêem com cuidado O Livro de Mórmon ficam perplexos com certos eventos que parecem fora da ordem cronológica correta. Por exemplo, Atos 11:26 diz: “Os discípulos foram chamados cristãos pela primeira vez em Antioquia.” (KJ) Mas Alma 46:15, segundo dá a entender ao descrever eventos em 73 AEC, fala de cristãos na América antes de Cristo vir à Terra.
O Livro de Mórmon apresenta-se mais como narrativa histórica do que como tratado de doutrinas. As frases “e aconteceu que” e “e sucedeu que” ocorrem cerca de 1.200 vezes na edição atual — cerca de 2.000 vezes na edição de 1830. Muitos dos lugares mencionados na Bíblia ainda existem, mas a localização de a bem dizer todos os locais citados em O Livro de Mórmon, como, por exemplo, Gimgimno e Zeezrom, é desconhecida.
A história dos mórmons fala de vastos povoamentos no continente norte-americano. Helamã 3:8 reza: “E sucedeu que se multiplicaram e se espalharam . . . de forma tal que começou a ser povoada toda a face da terra.” De acordo com Mórmon 1:7, a terra “se achava coberta com edifícios”. Muitos se perguntam onde estão os vestígios dessas civilizações florescentes. Onde estão os artefatos dos nefitas, suas moedas de ouro, espadas, escudos ou armaduras? — Alma 11:4; 43:18-20.
Ao considerar essas perguntas, os adeptos do mormonismo fazem bem em refletir seriamente nas palavras do mórmon Rex E. Lee: “A autenticidade do mormonismo fica de pé ou cai junto com o livro do qual a Igreja deriva seu nome.” Uma fé fundamentada em conhecimento bíblico sólido, em vez de numa mera oração carregada de emoção, representa um desafio para os mórmons sinceros — bem como para todos os que professam ser cristãos.
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