sábado, 28 de agosto de 2010

A cristandade segue o mesmo caminho que Canaã

A RELIGIÃO dos cananeus envolvia a fornicação, o adultério, o homossexualismo e a matança de crianças. Por causa dela, a terra os havia vomitado. Os israelitas copiaram essa religião e misturaram suas obscenidades com a adoração de Deus, e a terra os vomitou. Atualmente, existem pessoas e religiões que afirmam ser cristãs, mas que copiam essas antigas imoralidades sexuais. Tornaram-se comuns a fornicação e o adultério. Grassam por toda a parte o homossexualismo e a eliminação da vida no útero. Indesejados, os bebês em Canaã eram sacrificados às centenas; atualmente, são jogados aos milhões na lata de lixo — 55 milhões por ano. — Compare com Êxodo 21:22, 23.
Muitas igrejas na cristandade, para não serem rotuladas de antiquadas ou moralistas, apressam-se em embarcar no trem do “vale tudo”. Alguns até fazem provisões para o pecado sexual “seguro”, tais como o ministro da Igreja Unitária Universal que parou o sermão para distribuir “camisinhas” pela congregação.
Um colunista, que é episcopal, disse: “A Igreja Episcopal dos anos 80 é uma loja de taxidermia teológica. Pode-se confiar nela para empalhar e montar na vitrine qualquer tendência da sociedade que pareça mais atualizada. Em alguns anos, é a política. Este ano é o sexo.” Ele se refere a um novo currículo de educação sexual que mostra que “os cristãos não estão atualizados ao se recusarem a tolerar o sexo gay . . . e a beatitude dos não-casados.” Um bispo episcopal de Nova Iorque acredita que “algum dia, os relacionamentos homossexuais responsáveis serão aceitos como se fossem a vontade de Deus”.
Roy Howard Beck, afiliado ao semanário religioso United Methodist Reporter, escreveu em seu livro On Thin Ice (Sobre Gelo Fino): “Já foram flagrados no ato [imoralidades] televangelistas, pregadores das principais correntes religiosas cujos templos têm campanários elevados, bispos, bem-conhecidos líderes carismáticos, destacados líderes leigos, reverenciados pastores de igrejas pequenas, sacerdotes, pentecostais, liberais, conservadores — cite a classe que quiser. Que comentário sobre o papel da igreja em soerguer a sociedade!” — Página 214.

O que você deveria fazer?

O fracasso da Igreja em ensinar o cristianismo genuíno e não adulterado aos povos da África tem tido conseqüências desastrosas. O tribalismo persiste, assim como o nacionalismo em outros lugares, o que resulta em católicos se massacrarem. Que desonra para Cristo! A Bíblia diz que essa matança bárbara identifica as pessoas como “filhos do Diabo”, e Jesus diz, com respeito a essas pessoas: “Afastai-vos de mim, vós obreiros do que é contra a lei.” — 1 João 3:10-12; Mateus 7:23.
Então, o que os católicos sinceros precisam fazer? A Bíblia recomenda fortemente que os cristãos estejam alertas contra transigir com quaisquer práticas ou crenças que tornariam sua adoração impura aos olhos de Deus. “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos”, diz a Bíblia. Para ter o favor de Deus, você precisa ‘separar-se deles e cessar de tocar em qualquer coisa impura aos olhos de Deus’. — 2 Coríntios 6:14-17.

A Igreja e a “inculturação”

John M. Walliggo explicou que “adaptação é o termo usado já por muito tempo para referir-se à mesma realidade”. Em palavras mais simples, “inculturação” significa a assimilação de tradições e conceitos de religiões tribais nas cerimônias e no culto católicos, dando-se novo nome e novo significado a antigos ritos, objetos, gestos e lugares.
A inculturação permite que os africanos sejam considerados católicos de boa reputação e ainda se apeguem a práticas, cerimônias e crenças de suas religiões tribais. Deveria haver objeção a isso? O jornal italiano La Repubblica, por exemplo, perguntou: “Não é verdade que, na Europa, o Natal foi embutido na festa do Solis Invicti, que caía em 25 de dezembro?”
De fato, como comentou o cardeal Josef Tomko, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, “a Igreja missionária praticava a inculturação muito antes de o termo passar a ser usado”. A celebração do Natal ilustra bem isso, como disse La Reppublica. Originalmente, o Natal era uma celebração pagã. “A data de 25 de dezembro não corresponde ao nascimento de Cristo”, reconhece a New Catholic Encyclopedia, “mas à festa do Natalis Solis Invicti, o festival romano do sol, no solstício”.
O Natal é apenas um dentre muitos costumes da Igreja embutidos no paganismo. É o caso de crenças como a Trindade, a imortalidade da alma e o tormento eterno de almas humanas após a morte. O cardeal John Henry Newman, do século 19, escreveu: “Os governantes da Igreja, desde os tempos primitivos, estavam preparados, caso surgisse a ocasião, para adotar, imitar ou sancionar os existentes ritos e costumes da populaça.” Alistando muitas práticas e dias santos eclesiásticos, ele disse que ‘todos eram de origem pagã e foram santificados pela sua adoção na Igreja’.
Quando os católicos entram em regiões não-cristãs, como certas regiões da África, em muitos casos constatam que as pessoas já têm práticas e crenças religiosas similares às da Igreja. Isso acontece porque, em séculos passados, a Igreja adotou práticas e ensinos de povos não-cristãos e introduziu-os no catolicismo. Essas práticas e ensinos, disse o cardeal Newman, foram ‘santificados pela sua adoção na Igreja’.
Assim, quando o Papa João Paulo II visitou povos não-cristãos na África no ano passado, L’Osservatore Romano atribuiu-lhe a declaração: “Em Cotonou [Benin, África], encontrei-me com adeptos do vodu, e ficou evidente, por sua maneira de falar, que, de algum modo, eles já têm em sua mentalidade, ritos, símbolos e índole um pouco daquilo que a Igreja quer oferecer-lhes. Estão apenas esperando que alguém vá lá e lhes dê uma mão para que possam cruzar a fronteira e vivenciar, por meio do Batismo, o que, de algum modo, já vivenciavam antes do Batismo.”

Sobrevivência em risco, diz o sínodo

Os bispos africanos no sínodo expressaram temor pela sobrevivência do catolicismo na África. “Se queremos que a Igreja continue a existir no meu país”, disse Bonifatius Haushiku, um bispo namíbio, “temos de considerar mui seriamente a questão da inculturação”.
Expressando sentimentos semelhantes, a agência católica de notícias Adista, uma agência italiana, disse: “Falar de ‘inculturação’ do Evangelho na África significa falar do próprio destino da Igreja Católica naquele continente, de suas chances de sobreviver ou não.”
Exatamente o que os bispos querem dizer com “inculturação”?