terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ensinos de demônios na atualidade

Conforme registrado no livro de Revelação, o apóstolo João foi levado por inspiração ao “dia do Senhor”, que começou em 1914. (Revelação 1:10) Naquela época, Satanás e seus demônios foram expulsos do céu para a vizinhança da Terra — um grande revés para este opositor de nosso Grandioso Criador. Não mais se ouvia no céu sua voz fazendo constantes acusações contra os servos de Deus. (Revelação 12:10) No entanto, que progresso fizeram os ensinos de demônios na Terra desde o Éden? O registro diz: “Foi lançado para baixo o grande dragão, a serpente original, o chamado Diabo e Satanás, que está desencaminhando toda a terra habitada.” (Revelação 12:9) Todo um mundo tinha sucumbido às mentiras de Satanás! Não é de admirar que Satanás seja chamado de “o governante deste mundo”. — João 12:31; 16:11.

Admitiu Satanás a derrota depois de ter sido expulso do céu? De modo algum! Ele decidiu continuar a lutar contra o ensino divino e contra os que se apegam a este. Depois de ter sido expulso do céu, Satanás continuou sua guerra: “O dragão [Satanás] ficou furioso com a mulher e foi travar guerra com os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus.” — Revelação 12:17.

Além de Satanás combater os servos de Deus, ele inunda o mundo com a sua propaganda, no empenho de manter a humanidade nas suas garras. Numa das suas visões sobre o dia do Senhor, na Revelação, o apóstolo João observou três animais selvagens, que simbolicamente representavam a Satanás, a sua organização política terrestre e a potência mundial dominante dos nossos tempos. Da boca destes três saíram rãs. O que simbolizavam? João escreve: “São, de fato, expressões inspiradas por demônios e realizam sinais, e vão aos reis de toda a terra habitada, a fim de ajuntá-los para a guerra do grande dia de Deus, o Todo-poderoso.” (Revelação 16:14) É evidente que os ensinos de demônios estão bem ativos na Terra. Satanás e seus demônios ainda lutam contra o ensino divino, e continuarão a fazê-lo até serem impedidos à força por Jesus Cristo, o Rei messiânico. — Revelação 20:2.

Revelados ensinos de demônios

Esses acontecimentos se encontram registrados na Bíblia em Gênesis 3:1-5. Usando uma serpente, Satanás chegou-se à mulher Eva e perguntou: “É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?” A pergunta parecia inocente, mas examine-a outra vez. “É realmente assim?” Satanás parecia surpreso, como que dizendo: ‘Será que Deus diria uma coisa dessas?’

Eva, na sua inocência, indicou que era mesmo assim. Ela sabia qual era o ensino divino sobre este assunto, que Deus dissera a Adão que eles morreriam se comessem da árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau. (Gênesis 2:16, 17) Pelo visto, a pergunta de Satanás despertou o interesse dela, de modo que deu atenção ao ponto-chave do argumento dele: “A isso a serpente disse à mulher: ‘Positivamente não morrereis.’” Que coisa perversa a dizer! Satanás acusou Jeová, o Deus da verdade, o Deus de amor, o Criador, de ter mentido aos Seus filhos humanos! — Salmo 31:5; 1 João 4:16; Revelação (Apocalipse) 4:11.
No entanto, Satanás disse mais. Prosseguiu: “Porque Deus sabe que, no mesmo dia em que comerdes dele, forçosamente se abrirão os vossos olhos e forçosamente sereis como Deus, sabendo o que é bom e o que é mau.” De acordo com Satanás, Deus — que fizera provisões tão abundantes para os nossos primeiros pais — queria privá-los de algo maravilhoso. Queria impedir que fossem como deuses. Satanás questionou assim a bondade de Deus. Promoveu também a satisfação da própria vontade e a desconsideração deliberada das leis de Deus, dizendo que agir assim seria vantajoso. Na realidade, Satanás questionou a soberania de Deus sobre a Sua própria criação, alegando que Deus não tinha nenhum direito de impor limites à atuação do homem.

A partir destas palavras de Satanás, começaram a ser ouvidos ensinos de demônios. Estes ensinos iníquos ainda promovem similares princípios ímpios. Assim como Satanás fez no jardim do Éden, ele agora, junto com outros espíritos rebeldes, ainda questiona o direito de Deus de fixar normas de ação. Ainda contesta a soberania de Deus e procura influenciar os humanos para que desobedeçam ao seu Pai celestial. — 1 João 3:8, 10.

Naquela primeira escaramuça na batalha entre o ensino divino e os ensinos de demônios, Adão e Eva fizeram a decisão errada e perderam a esperança de ter vida eterna. (Gênesis 3:19) O passar dos anos e a deterioração dos seus corpos confirmaram-lhes amplamente quem mentira e quem lhes dissera a verdade lá no Éden. No entanto, centenas de anos antes de morrerem em sentido físico, tornaram-se as primeiras baixas na batalha entre a verdade e as mentiras ao serem julgados indignos da vida pelo seu Criador, a Fonte da vida. Isto ocorreu quando morreram em sentido espiritual. — Salmo 36:9; compare com Efésios 2:1.

Ensino divino contra ensinos de demônios

“Alguns se desviarão da fé, prestando atenção a desencaminhantes pronunciações inspiradas e a ensinos de demônios.” — 1 TIMÓTEO 4:1.

IMAGINE passar toda sua vida numa zona de guerra. O que acharia de ir dormir com o barulho de tiroteio e acordar com o retumbar de artilharia? Infelizmente, em algumas partes do mundo, é assim que as pessoas vivem. Em sentido espiritual, porém, todos os cristãos vivem em situações assim. Encontram-se no meio duma grande batalha que já se trava por uns 6.000 anos e que se intensificou em nossos dias. Que guerra milenar é esta? É a batalha da verdade contra a mentira, do ensino divino contra os ensinos de demônios. Não é exagero classificá-la — pelo menos referente a um dos protagonistas — de conflito mais impiedoso e mais mortífero da história da humanidade.

O apóstolo Paulo mencionou os dois lados envolvidos neste conflito ao escrever a Timóteo: “A pronunciação inspirada diz definitivamente que nos períodos posteriores de tempo alguns se desviarão da fé, prestando atenção a desencaminhantes pronunciações inspiradas e a ensinos de demônios.” (1 Timóteo 4:1) Note que os ensinos de demônios seriam especialmente influentes nos “períodos posteriores de tempo”. Encarado do ponto de vista dos dias de Paulo, nós vivemos neste período de tempo. Note também o que se opõe aos ensinos de demônios, a saber, a “fé”. Neste caso, a “fé” representa o ensino divino, baseado nas divinamente inspiradas pronunciações de Deus, contidas na Bíblia. Uma fé assim vivifica. Ela ensina ao cristão fazer a vontade de Deus. É a verdade que conduz à vida eterna. — João 3:16; 6:40.

Todos aqueles que se desviam da fé perdem a possibilidade de ter vida eterna. São as baixas desta guerra. Que resultado trágico de se deixar desencaminhar por ensinos de demônios! (Mateus 24:24) Como podemos nós mesmos evitar estar entre essas baixas? Por rejeitarmos totalmente esses ensinos mentirosos, que só servem ao objetivo do “governante dos demônios”, Satanás, o Diabo. (Mateus 12:24) Como era previsível, os ensinos de Satanás são mentiras, porque ele é “o pai da mentira”. (João 8:44) Note como foi hábil em usar mentiras para desencaminhar nossos primeiros pais.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

TEMPO DE PROVA E DE DESASTRES

Em resposta à pergunta de seus apóstolos, Jesus descreveu primeiro os acontecimentos que levariam à destruição de Jerusalém dentro daquela geração. “E Jesus, em resposta, disse-lhes: ‘Olhai para que ninguém vos desencaminhe; pois muitos virão à base do meu nome, dizendo: “Eu sou o Cristo”, e desencaminharão a muitos. Ouvireis falar de guerras e relatos de guerras; vede que não fiqueis apavorados. Pois estas coisas têm de acontecer, mas ainda não é o fim.’” — Mateus 24:4-6.

Levantar-se-iam judeus, não afirmando ser Jesus retornado na carne, mas serem o prometido Messias ou Cristo. Mas nem os apóstolos, nem seus condiscípulos deviam deixar-se desencaminhar por tais pretensos messias ou cristos, porque a sua atuação não assinalaria a “presença” ou parusia de Jesus Cristo, nem traria a libertação da nação judaica. A revolta judaica contra os romanos, no ano 66 E.C., foi tal esforço messiânico, mas levou à destruição de Jerusalém e à dispersão da nação judaica. As esperanças messiânicas daquelas pessoas desencaminhadas foram amargamente desapontadas.

Durante este período de trinta e sete anos, houve várias guerras, aos ouvidos dos discípulos ou meramente relatadas a eles como notícias. Mas estas guerras, embora afetassem a situação da nação judaica, não eram as que diretamente trariam o fim do sistema judaico de coisas. Por isso, os discípulos não deviam ficar apavorados ao ponto de tomar qualquer ação prematura. “Ainda não é o fim.”

“Porque”, disse Jesus, ampliando o que dissera sobre guerras e relatos de guerras, “nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.” — Mateus 24:7, 8. Também Marcos 13:8.

12 Visto que tais calamidades eram apenas um “princípio das dores de aflição”, “ainda não” era o fim. Aquelas calamidades apenas eram indícios, não a agonia final da morte. Tais coisas afetariam as pessoas em geral, mas havia coisas que viriam especificamente sobre os discípulos de Jesus, porque anunciavam o verdadeiro Messias ou Cristo e seguiam nas suas pisadas. Por isso, Jesus prosseguiu:

“Então vos entregarão a tribulação e vos matarão, e sereis pessoas odiadas por todas as nações, por causa do meu nome. Então, também, muitos tropeçarão e trairão uns aos outros, e se odiarão uns aos outros. E surgirão muitos falsos profetas, e desencaminharão a muitos; e, por causa do aumento do que é contra a lei, o amor da maioria se esfriará. Mas, quem tiver perseverado até o fim é o que será salvo. E estas boas novas do reino serão pregadas em toda a terra habitada, em testemunho a todas as nações; e então virá o fim.” — Mateus 24:9-14. Veja Marcos 13:9-13.

O livro bíblico intitulado “Atos dos Apóstolos” atesta o cumprimento destas palavras proféticas de Jesus Cristo mesmo dentro daquela geração, porque este livro foi escrito pelo médico Lucas por volta do ano 61 E.C. Outros livros bíblicos, cartas inspiradas escritas por apóstolos e por outros discípulos antes da destruição de Jerusalém em 70 E.C., confirmam a narrativa de Atos dos Apóstolos e fazem acréscimos ao registro do sofrimento dos cristãos, sob perseguição e ódio internacionais para com o cristianismo. As boas novas do reino de Deus haviam penetrado além do Oriente Médio, na Ásia Menor, na Ásia continental, na África, na Europa e nas ilhas do Mar Mediterrâneo. A pregação da mensagem do Reino foi realizada em toda a terra habitada. Embora não resultasse numa conversão mundial ao cristianismo, o que nunca se destinava a realizar, resultou num testemunho a todas as nações. (Colossenses 1:6, 23) Antes de esta façanha louvável ser realizada por testemunhas cristãs denodadas, não podia vir o fim calamitoso de Jerusalém e do sistema judaico de coisas.