segunda-feira, 17 de maio de 2010

A ESPÉCIE DE PESSOA QUE DEUS É

É Deus o tipo de pessoa que passaríamos a amar, se o conhecêssemos bem? Pode ser que diga: ‘Talvez. Mas visto que não podemos ver a Deus, como podemos chegar a saber algo sobre ele?’ (João 1:18) A Bíblia mostra um modo de fazer isso, dizendo: “Pois as suas qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade.” (Romanos 1:20) Portanto, se realmente examinarmos as coisas que Deus criou e refletirmos nelas, elas poderão ajudar-nos a entender como Deus é.

Conforme já vimos, uma olhada para os céus estrelados certamente nos ajuda a perceber a grandiosidade e o tremendo poder de Deus! (Salmo 8:3, 4; Isaías 40:26) Considere também a terra. Deus colocou-a nos céus de modo que obtivesse a quantidade exatamente certa de calor e luz do sol. E considere o ciclo da água. A chuva rega a terra. A água flui para os rios, os quais correm para os mares. O sol faz subir a água dos mares em forma de vapor, o qual cai para novamente regar a terra. (Eclesiastes 1:7) São muitos os ciclos maravilhosos que Deus pôs em operação para prover alimento, abrigo e tudo o que o homem e os animais precisam! E o que nos dizem todas essas coisas maravilhosas sobre a espécie de pessoa que Deus é? Que ele é um Deus de grande sabedoria, que é muito generoso e cuida de suas criações. — Provérbios 3:19, 20; Salmo 104:13-15, 24, 25.

Considere o seu próprio corpo. É evidente que foi feito para mais do que apenas viver. Foi projetado maravilhosamente para deveras usufruir a vida. (Salmo 139:14) Nossos olhos enxergam não apenas em preto e branco, mas em cores, e o mundo está cheio duma abundância de cores para nosso deleite. Podemos cheirar e saborear. Portanto, o comer não é apenas uma função necessária; pode ser delicioso. Esses sentidos não são absolutamente necessários à vida, mas são as dádivas dum Deus amoroso, generoso e atencioso. — Gênesis 2:9; 1 João 4:8.

Um exame de como Deus lida com a humanidade também mostra que espécie de Deus ele é. Ele tem um forte senso de justiça. Não mostra favoritismo para com certas raças de pessoas. (Atos 10:34, 35) É também misericordioso e bondoso. A Bíblia diz a respeito de seu procedimento com a nação de Israel, que ele libertou da escravidão no Egito: “Ele foi misericordioso; . . . ele se lembrava de que eram carne.” Os israelitas, porém, foram muitas vezes desobedientes, e isso causou tristeza a Deus. Conforme diz a Bíblia: “Faziam-no sentir-se magoado . . . e penavam ao próprio Santo de Israel.” (Salmos 78:38-41; 103:8, 13, 14) Por outro lado, quando seus servos são obedientes às suas leis, Deus se alegra. (Provérbios 27:11) Deus descreveu também como se sente quando seus servos sofrem às mãos de inimigos: “Aquele que toca em vós, toca na menina do meu olho.” (Zacarias 2:8) Não se sente induzido a amar um Deus que tem tanta afeição pelos humanos humildes e insignificantes de todas as raças e povos? — Isaías 40:22; João 3:16.

É DEUS REALMENTE UMA PESSOA?

Embora a maioria das pessoas digam que crêem em Deus, muitas não acham ser ele realmente uma pessoa. Será que é uma pessoa? Ora, é óbvio que onde há inteligência há um cérebro num corpo de forma específica. Portanto, o grande intelecto responsável por toda a criação pertence a uma grande Pessoa, o Deus Todo-poderoso. Embora ele não possua um corpo material, tem um espiritual. Uma pessoa espiritual tem corpo? Sim, a Bíblia diz: “Se há corpo físico, há também um espiritual.” — 1 Coríntios 15:44; João 4:24.

Visto que Deus é uma pessoa com um corpo espiritual, deve ter um lugar para morar. A Bíblia nos diz que os céus são “o lugar estabelecido de morada” de Deus. (1 Reis 8:43) Somos também informados de que “Cristo entrou . . . no próprio céu, para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. (Hebreus 9:24) Alguns humanos serão recompensados com a vida no céu, junto a Deus, ocasião em que receberão um corpo espiritual. A Bíblia diz que verão então a Deus e também serão semelhantes a ele. (1 João 3:2) Isto também mostra que Deus é uma pessoa e que ele tem um corpo.

Mas, alguém talvez pergunte: ‘Se Deus é realmente uma pessoa que mora em certo lugar no céu, como é que ele pode ver tudo o que acontece em toda a parte? E como pode seu poder ser sentido em toda a parte do universo?’ (2 Crônicas 16:9) Ser Deus uma pessoa de modo algum limita seu poder ou sua grandeza. Tampouco deve diminuir nosso respeito por Ele. (1 Crônicas 29:11-13) Para ajudar a compreender isso pense nos efeitos de amplo alcance duma usina elétrica.

A usina elétrica está em determinado lugar. Mas a sua eletricidade é distribuída em toda uma região, fornecendo luz e energia. Com Deus é similar. Ele está nos céus. (Isaías 57:15; Salmo 123:1) Contudo, seu espírito santo, que é a sua invisível força ativa, pode ser sentido em toda a parte, em todo o universo. Por meio do seu espírito santo, Deus criou os céus, a terra e todas as coisas viventes. (Salmo 33:6; Gênesis 1:2; Salmo 104:30) Para criar essas coisas, Deus não precisava estar presente em pessoa. Ele pode enviar seu espírito, sua força ativa, para fazer o que quiser, mesmo que ele esteja longe. Que Deus maravilhoso! — Jeremias 10:12; Daniel 4:35.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Deus Recompensa Ações Feitas em Particular

Alguns vivem com medo de que seu mau proceder seja descoberto, por homens ou por Deus. Não seja assim conosco. Em vez disso, vivamos com a percepção de que não podemos esconder nada Dele, “pois o próprio verdadeiro Deus levará toda sorte de trabalho a julgamento com relação a toda coisa oculta, quanto a se é bom ou mau”. (Eclesiastes 12:14) Aceitemos a ajuda de Deus para vencer nossas faltas, mesmo as ocultas. Assim poderemos aguardar o tempo em que ‘as coisas secretas da escuridão’ serão trazidas à luz e “os conselhos dos corações” serão manifestados. “Então cada um terá o seu louvor da parte de Deus.” — 1 Coríntios 4:5; Romanos 2:6, 7, 16.

A Luta Contra o Abuso de Bebidas Alcoólicas

‘O vinho alegra a Deus e os homens’, diz um versículo da Bíblia. (Juízes 9:13) Talvez você concorde com isso, porque as bebidas alcoólicas têm ajudado a prover descontração e prazer para muitos. (Salmo 104:15) Poucos negariam, porém, que o uso de bebidas alcoólicas apresenta perigos tanto físicos como morais. Um grande problema é a flagrante embriaguez. Esta falta é tão séria, que Deus advertiu que os beberrões podem ser expulsos da congregação e excluídos do Reino. (1 Coríntios 5:11-13; Gálatas 5:19-21) Os cristãos estão apercebidos disso e concordam em que devem evitar embriagar-se. Mas, além da embriaguez, como poderiam as bebidas alcoólicas tornar-se uma falta secreta?

Um cristão talvez beba apenas moderadamente, mas ainda assim pode ter uma séria falta. Veja a experiência dum homem a quem chamaremos de Henrique.

Ele, sua esposa e os filhos tornaram-se verdadeiros cristãos e estavam muito ativos na congregação local. Com o tempo, Henrique foi designado para ancião e passou a ser encarado como ‘coluna’ entre as congregações na cidade. (Gálatas 2:9) Naturalmente, ele sofria pressões ao cuidar de sua família e algumas ansiedades em cuidar do rebanho. (2 Coríntios 11:28) Seu emprego, porém, causava-lhe muita tensão, porque a firma para a qual trabalhava estava em expansão, e seu chefe queria que cuidasse de numerosos problemas e decisões.

Muitas noites, Henrique estava bastante tenso. Ele achava que um ou dois drinques lhe ajudavam a descontrair-se. Naturalmente, sendo cristão maduro, cuidava de não beber demais ou de embriagar-se. Embora ele tomasse alguns drinques à noite para descontrair-se, não precisava de bebidas alcoólicas durante o dia, nem bebia na maioria das refeições. Não era conhecido como ‘dado a muito vinho’. — 1 Timóteo 3:8.

Inesperadamente, Henrique foi internado num hospital para uma operação simples. Surgiram então alguns sintomas incomuns. Qual era sua causa? Não levou muito para os médicos descobrirem que Henrique estava sofrendo de sintomas de abstinência. Sim, seu organismo havia ficado dependente do álcool. Isto foi uma surpresa para a sua família, mas esta o apoiou e ajudou na sua resolução de evitar completamente as bebidas alcoólicas.

Alguns percebem que as bebidas alcoólicas assumiram um papel incomum na sua vida, de modo que procuram ocultar que bebem, não querendo que a família e os amigos saibam quanto eles bebem, nem quantas vezes o fazem. Outros talvez não achem que sejam dependentes do álcool, mas, ainda assim, beber tornou-se o ponto focal do seu dia. Os que se encontram em qualquer uma dessas categorias estão em grave perigo de beber demais em certa ocasião ou de serem alcoólatras ocultos. Considere o seguinte provérbio: “O vinho é zombador, a bebida inebriante é turbulenta, e quem se perde por ele não é sábio.” (Provérbios 20:1) O ponto em questão é que beber demais pode fazer a pessoa agir de modo turbulento e se tornar ridícula. Entretanto, o vinho talvez zombe de alguém ainda em outro sentido. A pessoa merece ser zombada se achar que pode beber sem que Deus o veja.

Um dos frutos do espírito de Deus é o autodomínio, e precisamos dele em todos os aspectos da vida. (Gálatas 5:22, 23) Paulo comparou o cristão a um corredor. Numa corrida normal, o corredor “exerce autodomínio em todas as coisas”, só para obter “uma coroa corruptível”. De modo similar, o cristão precisa demonstrar “autodomínio em todas as coisas” para ganhar um prêmio de valor muito superior — a VIDA. Paulo enfatizou que precisamos ‘conduzir nosso corpo como escravo’, para termos a certeza de que, ‘depois de termos pregado a outros, nós mesmos não sejamos de algum modo desaprovados’, por uma falta secreta tal como a que envolve bebidas alcoólicas. — 1 Coríntios 9:24-27.

O que pode ajudar o cristão a vencer tal falta? E útil reconhecer que, embora aquele que bebe esconda seu proceder neste respeito diante de outros homens, não pode ocultá-lo de Deus. (1 Coríntios 4:5) De modo que a pessoa — à vista de Deus — deve honestamente pensar no seu hábito de beber. (Estamos falando de beber por prazer ou por causa do efeito que produz, não apenas em pequenas quantidades como bebida comum nas refeições.) Alguns, porém, talvez digam: ‘Mas, eu não preciso beber. Apenas gosto disso; descontrai-me. Eu poderia abster-me disso, se quisesse.’ Pois bem, em vista do perigo potencial do excesso de beber ou da dependência do álcool, por que não experimenta isso por um ou dois meses? Ou, visto haver forte tendência de negar que haja um problema, resolva abster-se por um mês em todas as ocasiões em que tomar uma bebida seria normal. Por exemplo, aquele que costuma beber depois do trabalho, antes de ir dormir, ou em reuniões sociais, poderia evitar isso. Poderá assim verificar como se sente. Se isso for difícil, ou se ‘simplesmente não consegue descontrair-se’, ele tem uma grave falta.

Uma vez que o cristão sincero se da conta perante Deus que ele tem uma falta envolvendo bebidas alcoólicas, será mais fácil vencer isso. Talvez já saiba que a Bíblia diz que é ‘estúpido’ aquele que acha ‘que águas furtadas são doces e que pão comido [ou álcool tomado] às escondidas é agradável’. Entretanto, Provérbios diz que tais pessoas acabarão impotentes na morte. Em contraste com isso, o sábio ama a repreensão, e ele ‘deixa os inexperientes e continua vivendo por andar direito no caminho do entendimento’. (Provérbios 9:1, 6, 8, 13-18) Sim, Deus provê ajuda adicional para vencer faltas secretas por nos deixar saber o que nos aguarda, e qual será o resultado final.